sábado, 7 de setembro de 2013

NOVE MESES É O TEMPO DE UMA GESTAÇÃO

Escrevo sobre vários assuntos. Qualquer um dos leitores deste periódico, que lê meus escritos deve ter notado essa minha característica. Deveria me ater mais à economia e à área da minha graduação. Entretanto, não tenho uma tendência específica, como tema principal dos meus artigos. Gosto de escrever sobre economia, finanças, história, e às vezes, dar alguns “pitacos” em assuntos de interesse geral. Não gosto e nem me sinto bem em criticar. Mas geralmente, quando o faço, logo em seguida, aponto uma possível solução ou uma sugestão para a crítica. Não escrevo apenas críticas, gosto de elogiar também, quando percebo que a ocasião é pertinente. E hoje é pertinente criticar e elogiar.
Já se passaram oito meses, estamos entrando no nono, desde que a nova administração assumiu a prefeitura municipal da cidade de Curitibanos. Para alguns, o tempo ainda é pequeno para uma avaliação de resultados. Para outros, e eu me incluo nestes, com nove meses de administração, já poderia ser feito uma “revolução”, em termos administrativos, em qualquer organização privada ou pública. Porque será que não percebemos isso ainda? Simples! Essa é uma administração política e não técnica como imaginávamos incialmente. Nesse sistema moroso, os novos secretários e diretores precisaram de adaptação. Ou seja, trocaram-se os gestores, mas os processos permaneceram os mesmos da gestão anterior.
Com tudo isso, neste período de nove meses, alguns resultados positivos foram motivo de destaque. Como por exemplo, a aquisição direta ou indireta (através de emendas parlamentares), de maquinário e veículos para algumas Secretarias municipais. A reformulação do trânsito é algo louvável e merece a atenção necessária. Se ficar boa, certamente elogios serão distribuídos. O aproveitamento das antigas lajotas, retiradas na administração anterior da Avenida Salomão Carneiro de Almeida, como pavimentação em ruas do bairro Nossa Senhora Aparecida, foi uma boa ideia com certeza. É melhor elas estarem dispostas nas ruas e não num monte de entulhos próximo ao parque Pouso do Tropeiro.
Uma característica me deixa preocupado nessa administração, é justamente a coalizão existente desde antes de se lograr êxito nas urnas. Essa aliança tática entre os partidos políticos de Curitibanos, leva todos a remarem para um mesmo lado, não deixando muita margem para a pequena oposição restante. Isso, de certa forma, não é muito bom, a não ser que este objetivo, que os remadores estejam depositando suas energias, seja o “bem estar” geral do povo curitibanense. O que ainda não ficou evidenciado nestes quase nove meses de administração.
Vejamos se estou errado: Fui certo dia destes, no posto de saúde central, atrás do prédio da Prefeitura Municipal, para marcar uma consulta médica e ver “in loco”, como funciona o novo sistema, sem as famosas “filas da madrugada”. Lá me disseram, que as filas persistem, que nunca acabaram, e que somente tinha mudado de horário o atendimento médico. Agora, um cidadão doente deve ir, em alguns dias, de madrugada mesmo, para conseguir marcar uma consulta à partir das 13 horas. As consultas geralmente são para o dia seguinte ou posterior. As mudanças foram ínfimas no setor de saúde, inclusive com reclamação acentuada de falta de medicamentos básicos e fundamentais, há alguns meses.
Voltando sobre o assunto ruas de Curitibanos (Não sei porque, mas é um dos assuntos que me chama mais atenção). As ruas estão um caos. Praticamente todas elas. Sem medo de errar! Não há uma única via ou logradouro nessa cidade, que não tenha um problema (buracos, nivelamento, escoamento de águas pluviais, entre outros). Entendo perfeitamente que não é fácil a manutenção, mas não é impossível de executá-la. A manutenção sempre deve ser sempre preventiva e nunca curativa.
Tenho certeza de que muitos curitibanenses somam-se, como eu, às mesmas observações. Desejamos entretanto, que o prefeito municipal consiga lograr êxito, conforme as promessas feitas em campanha, da qual eu também fiz parte. Os resultados aparecerão tão rapidamente, quando a política ficar em segundo lugar e a capacidade técnica for a que prevalecer. 

sábado, 13 de abril de 2013

Desabafo!!!!


Venho por meio desse me perguntar, por que realmente, nosso poder legislativo municipal, muitas vezes nas sessões das segundas e quintas feiras, transmitidas pela Rádio Maria Rosa, das 20:00 as 22:00 horas cometem muitas "gafes"? Ou seja, dá a impressão que nossos vereadores ficam perdidos e não sabem como conduzir as sessões.
Todos sabemos, que um juiz de futebol ou de qualquer outro esporte, sabe de todo o regulamento da partida que está conduzindo, aplica corretamente tudo o que sabe no momento da partida como: advertência verbal, cartão amarelo, cartão vermelho. Enfim, ele sabe muito bem o que está fazendo, pena que as vezes isso não aconteça com os nossos vereadores. Presenciamos um tremendo festival de lambança de pessoas que são eleitas para nos representarem e deixam a desejar nas reuniões. Certas vezes, acontecem até mesmo baixarias dessas pessoas. Falo isso com autoridade, por que foi o que aconteceu na sessão do dia 08/04/2013, quando um certo vereador apresentou um projeto e criou-se uma grande polêmica sobre isso. Primeiro, outro vereador disse que não era projeto e sim um anteprojeto. Já outro disse, que seria um moção de apelo. Já um terceiro, pediu que esse projeto fosse retirado da sessão. Aí virou uma bagunça geral, parecendo briga de irmãos pequenos. Um outro, disse que tem gente lá se achando o gás da Coca-Cola. Nós elegemos esse povo para ficarmos ouvindo essas lambanças na Câmara de Vereadores? Alguns deles, deveriam primeiro fazer um curso intensivo de vereador, do que pode e não fazer dentro das sessões, para depois conduzirem com técnica e segurança, as sessões para não passarem vergonha. Eles devem saber que nesse horário, tem uma grande audiência e deveriam ter mais qualidade no que apresentam e falam, esse é meu desabafo.

Adriano Linhares - Bairro Bom Jesus Curitibanos-SC

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O CAOS DO CENTRO DE CURITIBANOS!!!!


Setembro de 2012! O centro de Curitibanos está um caos! Obras desnecessárias, principalmente para este momento, tumultuam o trânsito e a vida de comerciantes, motoristas e pedestres. É uma vergonha o que estão fazendo no centro da cidade, justamente num ano de eleições. A maioria dos comerciantes se mostram insatisfeitos, os negócios decresceram, com os transtornos causados por várias empreiteiras, que já tocaram a obra. Isso quer dizer, que as vendas caíram. Aliás, ouço este tipo de reclamação desde o ano passado, quando começaram a mexer na Rua Lauro Müller e o resultado não foi muito diferente do que vemos hoje na Avenida Salomão Carneiro de Almeida. Em Curitibanos, uma cidade tão pequena, falta lugar para estacionar. O trânsito não é organizado e nem as sinaleiras funcionam direito. O transito não flui e os motoristas e pedestres se arriscam a sofrerem acidentes. Dias atrás, eu mesmo atolei o carro em frente ao Edifício Gaboardi Mastercenter, numa valeta que cobriram com britas. Como é que alguém consegue estragar o que estava funcionando e deixar tantas pessoas insatisfeitas? De quem é a culpa pelos transtornos? Do Prefeito? Secretário do Planejamento? Secretário de Obras? Dos Vereadores, que não fiscalizaram e nem alertaram o poder executivo? Alguém deveria assumir a responsabilidade publicamente e pedir desculpas à população. Não apenas prometer, que após estes transtornos, tudo ficará às mil maravilhas. O tempo passará, mas na memória das pessoas atingidas financeiramente será difícil apagar estes contratempos.
Numa cidade de porte médio a grande, quando uma sinaleira não funciona, fica um guarda orientando com um apito a fluência do trânsito. Aqui nem isso vemos. Precisamos de alguém que oriente os pedestres e motoristas nos cruzamentos. Este é um desabafo, após tanto stress enfrentado no transito de uma cidadezinha como Curitibanos.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

RECLAMAÇÃO SOBRE A AV. SALOMÃO CARNEIRO DE ALMEIDA

Com todo respeito, levo aos leitores algumas observações e reflexões. No geral, vemos muito barulho e alarde, enquanto as obras da Avenida Salomão se arrastam a passos de tartaruga. Obra esta, de necessidade no mínimo criticável neste momento. Afinal, a Avenida estava pavimentada e bem podia esperar mais, ou ter sido feita antes, com mais qualidade. Todos que transitam de carro ou a pé pelos bairros e ruas próximas ao centro sabem das condições precárias das calçadas e dos paralelepípedos soltos, deixando enormes buracos. Ruas que por muito tempo ficaram sem nenhuma manutenção e outras continuam. Numa edição deste jornal, li sobre a indignação de uma moradora de bairro sobre as más condições de sua rua. Realmente é triste ver o que muitas pessoas, cidadãos que pagam seus impostos como todos, têm de enfrentar no seu ir e vir todos os dias. Não creio que nossa gente, especialmente a mais sofrida, vá ficar feliz com estas obras “corridas” contra o tempo, em ano eleitoral. Pois a Administração Pública tem que ter como objetivo o bem-estar do povo, olhar pela saúde de sua cidade no todo, cuidar da manutenção e melhorar sempre, durante todo o mandato. Saneamento básico, redes de esgoto e tratamento ecológico de refluentes são prevenção e zelo pela saúde pública. Por não aceitar e ficar indignada com tanta propaganda de que tudo está, ou vai ficar em “harmonia”, tomei sentimentos de muitas pessoas de quem ouvi e esperam que a Administração vindoura, brotada da vontade soberana do povo, dedique esforços para dotar Curitibanos de serviços de qualidade sempre, onde as pessoas as tenham orgulho da cidade e dizer o bairro em que moram. E que os bairros sejam visitados e assistidos de maneira permanente e não só em tempo de eleição.
Elusa Sartor Nakamura, Curitibanos – SC
Publicado no Jornal A Semana de 24 de agosto de 2012.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

INDIGNAÇÃO NO BAIRRO UNIVERSITÁRIO

Por volta das 13 horas e trinta minutos do dia 25 de agosto, dezenas de moradores do bairro Universitário, liderados pelo presidente da Associação de Moradores, senhor Luiz Stratmann e Pedro Maciel dos Santos, fecharam o acesso ao bairro, trancando a Avenida Salomão Carneiro de Almeida, esquina com a Rua 7 de Setembro. O bloqueio não permitia o acesso de veículos. A mobilização pacífica aconteceu com o objetivo de chamar a atenção das autoridades municipais, por falta de investimento na pavimentação de ruas. “Estamos esquecidos, a poeira e o barro nos dias de chuva são insuportáveis. Já estivemos na Secretaria de Obras e em reuniões com a União das Associações de Bairros (UAB), no entanto nada recebemos”, lamentou o presidente Luiz. Famílias portando cartazes e uma faixa buscam chamar a atenção da administração. 


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

ACESSO AO BAIRRO GETÚLIO VARGAS

Quando o povo reclama que a atual gestão municipal não se preocupa com a situação dos bairros de Curitibanos, não estão falando demagogia. As fotos a seguir foram tiradas por moradores de nossa cidade e mostram claramente a situação de algumas ruas de alguns bairros, como por exemplo, o bairro Getúlio Vargas, Bom Jesus e Nossa Senhora Aparecida.
O ex-prefeito Generino Fontana foi o primeiro prefeito, que fez calçamentos num bairro distante do centro de Curitibanos (Getúlio Vargas). Quando o atual prefeito Wanderley assumiu a prefeitura, por alguma razão, um dos acessos ao bairro (Rua atrás da madeireira Brochmann Polis) sofreu avarias. Desde 2007, até os dias atuais nunca se preocuparam em arrumar aquela via, uma das principais vias de acesso ao bairro.
As fotos falam claramente e demonstram o sofrimento e os transtornos que os usuários da rua passam.







domingo, 8 de julho de 2012

BENEFÍCIOS HISTÓRICOS CRIARAM SUPERSALÁRIOS NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA


Publicação de salários na internet revelou distorções entre servidores do poder

Upiara Boschi
Houve um tempo em que o curso de datilografia era um passaporte para o mercado de trabalho. A Assembleia Legislativa é uma prova disso: 43 servidores que ingressaram na instituição com essa função – datilógrafo – ganham hoje mais de R$ 10 mil.
Um deles, alcançou o Olimpo altos salários do Legislativo e recebe o mesmo salário de um deputado: R$ 20.042. A mágica não se resume aos datilógrafos. Existem 286 funcionários na Assembleia com salários acima de R$ 10 mil que foram contratados para funções que não exigiam curso superior – 23 deles recebem o teto do Legislativo.
Muitos foram beneficiados com as chamadas progressões, em que reformas administrativas possibilitaram a servidores que se formaram depois de ingressar no serviço público pudessem ter seu salário equiparado aos de funções de nível superior. Mesmo assim, 186 servidores que recebem mais de R$ 10 mil continuam classificados como "técnicos legislativos", termo usado para quem tem ensino médio completo.
São cinco técnicos ganhando R$ 20.042. Progressão funcional foi uma das fórmulas para chegar ao teto Foram muitas as fórmulas que permitiram a escalada dos funcionários da Assembleia rumo aos supersalários. A progressão funcional foi apenas uma delas, utilizada em larga escala nas reformas administrativas promovidas em 2001 e em 2006. Mas o grande possibilitador foi a chamada agregação.
Em 1985, os deputados estaduais aprovaram o Estatuto dos Servidores Civis, incluindo nele a possibilidade de incorporação aos salários das gratificações por ocupação de cargos comissionados. De 1986 a 1991, foram criadas e incorporadas pelo menos quatro gratificações diferentes.
— Houve muita agregação de cargos comissionados. Era motorista que exercia cargo de direção e agregou — exemplifica o deputado federal Onofre Agostini (PSD), que presidia a Assembleia Legislativa em 2001, ano de uma reforma administrativa, sobre a existência de cinco motoristas com salários acima de R$ 10 mil.
O hoje deputado federal viveu os dois lados da moeda, porque foi funcionário da Assembleia de 1982 a 1990, quando se elegeu deputado estadual pela primeira vez e pediu aposentadoria. Contratado como técnico legislativo, Onofre conseguiu dobrar o salário agregando gratificação de chefia.
Além disso, aproveitou o artigo do Estatuto dos Servidores que permitia incorporar os salários de mandatos eletivos como se fossem cargos comissionados (Onofre foi prefeito de Curitibanos entre 1973 e 1978). Aposentado, o deputado federal recebe R$ 20.042 de salário.

sábado, 7 de julho de 2012

ÉPOCA DE COMEÇAR A MUDAR!


Estamos em época de eleições municipais em Curitibanos. O clima começa a mudar com relação à que lado se posicionar. Desta data em diante veremos pessoas que começam a articular e defender seus candidatos. Só para vereadores são dezenas de candidatos em Curitibanos, que prometem visitar cada casa. Se visitarão, não sei dizer. As promessas destes candidatos, com certeza serão as mesmas que já conhecemos de outras eleições. Melhorias em saúde, segurança e infraestrutura. Esperamos que o próximo prefeito, juntamente com os representantes do Poder Legislativo possa olhar melhor para os bairros da nossa cidade. Os moradores reclamam muito, porque se sentiram excluídos nos últimos oito anos.  Os bairros mais necessitados são o bairro São José (Imediações da Rua Benjamim Dacol), o São Luiz (parte do chamado buraco quente), o bairro São Francisco e o Bairro Getúlio Vargas. Estes bairros precisam de toda a infraestrutura necessária para que seus moradores não necessitem sair para serem atendidos por médicos, num posto de saúde que está situado no centro da cidade. Quantos saem de madrugada na esperança de pegar uma ficha para um médico, para serem atendidos com um mínimo de dignidade possível e não conseguem a tal ficha? Quantos são mal atendidos por profissionais, que devido o acúmulo de serviço, não conseguem dar a devida atenção aos pacientes? As reclamações que ouço são até mesmo que toda a força da saúde municipal está concentrada no posto de Saúde que está localizado nos fundos da Prefeitura Municipal. À noite então, me disseram que é um desastre. As pessoas chegam doentes, gripadas, e são até mesmo mal tratadas. São passadas por uma espécie de reciclagem para ver se realmente a pessoa está doente ou está fingindo. O que é isso? Quem será que tem tempo para fingir doenças e ir ser atendido num posto de saúde com a fama que o de Curitibanos tem?
O próximo prefeito terá a oportunidade de mostrar a toda população, de que é sim possível governar em prol do povo, dos menos favorecidos. Imagine o prefeito que fizer isso, que quiser aplicar os recursos dos programas federais que estão sendo disponibilizados em favor do social. Este prefeito fará história em Curitibanos. Não história por inaugurar creches, escolas com nomes de familiares, mas história por ter contribuído para a diminuição das desigualdades. Os moradores dos bairros são curitibanenses e tem o mesmo direito daqueles que são moradores do centro. Por tudo isso e muito mais é que temos a oportunidade de mudar Curitibanos nas próximas eleições. Pensem nisso, amigos de Curitibanos.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

VEJA!


“A liberdade de imprensa é um bem maior que não pode ser limitado. A esse direito geral, o contraponto é sempre questão de responsabilidade dos meios de comunicação e, obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada. E esse papel de oposição, de investigação, sem dúvida nenhuma incomoda sobremaneira o governo.” Esta declaração foi da Presidenta da Associação Nacional dos Jornais e executiva do grupo Folha de São Paulo, Maria Judith Brito, esta afirmação apenas explicita de forma categórica, aquilo que já se diagnosticava. Setores da mídia, fazendo o papel de oposição política no país. Do ponto de vista da construção democrática, alguns questionamentos são necessários: 1. A imprensa deve atuar como partido político? 2. É função da ANJ, além de representar legalmente os jornais, fazer o papel de oposição política? 3. Cabe a imprensa mensurar o grau de força ou fraqueza dos partidos de oposição? 4Como conciliar o bom jornalismo, o da busca da verdade, a informação legitima, com a atuação político-partidária? 5. Quando o governo reage ao ataque da “oposição midiática”, estaria ele atacando a liberdade de expressão, ou apenas respondendo a altura e na mesma intensidade o ataque desferido? 6.  Como avaliar se nos governos anteriores, a oposição era ou não fragilizada, ao ponto destes setores fazerem o papel de imprensa “chapa branca”? 7.  Como fica então, o papel dos partidos políticos, as eleições democráticas, o sufrágio universal e secreto que a população demonstra sua aprovação ou desaprovação dos partidos políticos? 8. E quanto ao direito dos leitores de serem livremente informados, que garantia estes terão de que serão informados, de forma justa e o mais imparcial possível? 9A recomendação da presidenta da ANJ e executiva da Folha de São Paulo servem também para os governos estaduais e municipais? 10Como fica no estado e município de São Paulo, a oposição é somente em relação ao governo federal? Outro tema sempre atual é a corrupção, inclusive envolvendo setores da imprensa brasileira, que se esforçam para fazer crer que realmente combatem essa chaga que se espalhou pela sociedadeA corrupção é endêmica ao capitalismo, um não vive sem o outro. E como os donos da grande mídia não propõem uma ruptura com o sistema capitalista, conclui-se que o discurso propagandeado em defesa da ética é falso, oco e vazio. Por isso, o discurso dos comentaristas e o noticiário em geral têm sempre um enfoque moralista, conservador e não revela o que, de fato, está por trás e motiva a corrupção. Se observarmos apenas a revista Veja, por exemplo, que se coloca como instrumento de combate a corrupção, porém não divulga sua relação promiscua e o quanto tem faturado com o grupo da Editora Abril ante ao governo de São Paulo, com publicações didáticas e a pressão para direcionar editais do governo federal para publicar livros didáticos, que envolvem milhões para a garantia da sobrevivência dos seus negócios, podemos concluir que o objetivo de muitos veículos de comunicação não é o de eliminar a corrupção, mas enfraquecer governos para eleger outros com maiores acessos aos milhões de reais das verbas publicitárias e publicações governamentais. A esquerda tem histórico para levantar a bandeira do combate à corrupção, elevar o Estado brasileiro na categoria de verdadeiramente Republicano e garantir a maior transparência, por diversos meios e garantir a participação da sociedade organizada.  

Aldo Dolberth

segunda-feira, 7 de maio de 2012

ELEIÇÕES MUNICIPAIS EM CURITIBANOS


No dia 06 de maio de 2012, reuniram-se na sede da Matriz das Lojas Berlanda, sete partidos de Curitibanos, (DEM/PT/PPS/PR/PV/PSC/PHS), com seus respectivos presidentes, Nilso Berlanda – DEM; Aldo Dolberth – PT; Rubens Novelletto Vieira-PPS; Narciso Sonda-PR; Emannuel Duarte – PV, Osni Carvalho – PSC, e Cebolão – PHS, e suas respectivas diretorias executivas para debater sobre o pleito de 2012, após um amplo debate ficou acordado que estes partidos sairão coligados na chapa majoritária e proporcional nesta eleição. Para a chapa majoritária o grupo apresentou como pré-candidatos, os nomes de Aldo Dolberth para prefeito e Nilso Berlanda para vice-prefeito. O empresário Nilso Berlanda confirmou seu compromisso com o grupo, mas ressaltou que seu nome não será empecilho para composição com outros partidos, podendo ser retirado seu nome para o ingresso de outras agremiações nesta frente, principalmente o PMDB que poderá indicar o candidato a vice-prefeito com o seu apoio. Nesta mesma linha de raciocínio, Aldo Dolberth agradeceu o apoio recebido dos 7 partidos, e disse que este grupo está fechado entre si, mas não está fechado para conversar com outros partidos, e reafirmou como principal aliado a ser procurado para conversar, o PMDB para vir a integrar esta frente de oposição. Esteve presente na reunião, a deputada federal do PT, Luci Choinacki, prestigiando o debate e como representante da direção estadual e nacional do PT, disse que Curitibanos está na hora de experimentar uma administração comandada pelo PT e com o apoio de todos estes partidos, ela acredita na vitória do povo que quer uma administração inclusiva, com olhar para o social. Este grupo representa uma alternativa de mudança, com renovação e inovação, sendo o município, uma ponte para realizar os programas do governo federal que está mudando a vida das pessoas.


quinta-feira, 3 de maio de 2012

FINANCIAMENTO PÚBLICO DE CAMPANHAS ELEITORAIS


O tema do financiamento de partidos e de campanhas adquiriu uma importância cada vez maior porque, diante de escândalos de corrupção política e tráfico de influências. A crise dos partidos tem, em boa medida, vinculação com os escândalos provocados por seu financiamento ilegal. Embora o financiamento dos partidos e das campanhas eleitorais não seja uma atividade corrupta por si, a história mostra que esse tema é vinculado freqüentemente à corrupção política. A corrupção política se manifesta sob diversas modalidades que vão desde a compra de votos e do uso de fundos ilegais, até a venda de nomeações, cabos eleitorais pagos com cargos públicos, promessas de empregos, fraudes em licitações, abusos dos recursos públicos, gastos exagerados em diárias etc. O que confirma a necessidade e a importância de que o financiamento dos partidos políticos e das campanhas eleitorais conte com um marco jurídico eficaz, ao menos pelas seguintes cinco razões: a) Primeiro, para evitar o abuso e a compra de influências nos partidos políticos por parte de grupos de interesse ou indivíduos endinheirados. b) A segunda razão passa por estabelecer um campo de jogo equilibrado para a competição entre os partidos. A eqüidade na competição é um princípio fundamental da democracia multipartidária. Legislar sobre o financiamento dos partidos e das campanhas pode ajudar a equilibrar as condições da competição. Facilitar um acesso eqüitativo aos meios de comunicação, em particular à televisão, é outro mecanismo apropriado para promover a eqüidade. c) Uma terceira razão é o empoderamento dos eleitores mediante normas sobre divulgação de informação, voltadas para que eles contem com elementos adequados para tomar uma decisão informada no dia das eleições. d) Um quarto motivo é o desenvolvimento e fortalecimento dos partidos, para que se convertam em atores responsáveis em apoio a uma democracia sustentável e efetiva. e) Uma quinta razão é assegurar um "mínimo de racionalidade" no uso de recursos públicos destinados a financiar atividades político-eleitorais. Isso é particularmente relevante dada a severa crise fiscal. Quem financia a atividade eleitoral passa a dominar a decisão política a ser tomada no partido, criando linhas de interferência e grupos econômicos que vão atuar diretamente sobre o partido. Essas linhas de interferência, criadas a partir da necessidade de obter recursos financeiros, acabam por desvirtuar a atividade partidária, conduzindo a uma deterioração da democracia. Os recursos oriundos da iniciativa privada, claramente financiam campanhas, objetivando a defesa de interesses privados em detrimento ao interesse público. O financiamento público é a única maneira de eliminar esta interdependência de desvincular os grupos de pressão, garantindo uma competição equilibrada, de forma isonômica. Há que se fazer uma reforma política, sem casuísmos e projetar o novo modelo, construído democraticamente debatendo com a sociedade, para começar a vigorar daqui a oito ou dez anos, sem as pretensões pessoais dos legisladores que farão a reforma. A atual legislação eleitoral tem demonstrado diversas deficiências, inclusive com a impunidade dos crimes eleitorais cometidos. Para acabar ou diminuir ao máximo a corrupção neste país, o primeiro passo é instituir o financiamento público das campanhas eleitorais e limitando a forma da gastança e restringindo a doação de empresas ou pessoas, as quais depois têm interesse em negociar com governos. Caso contrário, só se elege quem já tem mandato e utiliza a estrutura pública para seu benefício, é rico e tem muito dinheiro, ou tem que se comprometer com os financiadores que depois querem o retorno do dinheiro investido, através de benefícios governamentais. Ai começa a corrupção nas esferas governamentais que atinge todos os partidos indistintamente. É a mistura do interesse Público x Privado. Neste caso, a democracia é falaciosa e excludente, nem todos podem participar do processo das escolhas e decisões, e o que impera é a PLUTOCRACIA.

Aldo Dolberth